A OpenAI descreveu um pipeline experimental de IA que analisou descobertas relacionadas ao kernel do Linux, reproduziu vulnerabilidades e gerou exploits que poderiam permitir que um usuário local sem privilégios obtivesse acesso root. Em uma execução realizada em meados de outubro de 2026, o sistema produziu 948 exploits locais funcionais de escalonamento de privilégios em 30 horas, informou a empresa.
O pipeline examinou 2.308 descobertas candidatas e reproduziu dinamicamente 1.724 vulnerabilidades. Também gerou exploits de prova de conceito para 291 vulnerabilidades de vazamento de informações. A OpenAI informou que a execução custou US$ 1.213.430 em créditos de API, o equivalente a cerca de US$ 1.279 por exploit de escalonamento de privilégios.
O processo tem cinco etapas: identificar alvos promissores para auditoria, testar vulnerabilidades candidatas em um ambiente isolado, avaliar se elas podem ser exploradas, gerar patches e pedir que pesquisadores de segurança revisem o exploit, o patch e a gravidade propostos antes de comunicar as descobertas aos mantenedores.
A OpenAI afirmou que os agentes usaram pelo menos 10 técnicas inéditas de exploração do Linux. Entre elas estavam métodos para colocar objetos em caches do kernel, melhorar a confiabilidade dos exploits, obter escalonamento de privilégios por meio de técnicas que usam apenas dados e explorar confusão de tipos.
O trabalho amplia um esforço anterior no qual a OpenAI afirmou que seu modelo GPT-5.5-Cyber havia descoberto 24 exploits de escalonamento de privilégios no Linux. A empresa argumenta que a descoberta mais rápida de vulnerabilidades deve vir acompanhada da geração automatizada de patches, ressaltando que especialistas humanos orientam o processo e revisam seus resultados.
O relatório também destaca os riscos de segurança decorrentes da disponibilidade de ferramentas de IA tanto para defensores quanto para atacantes. O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido afirmou que ferramentas assistidas por IA podem ajudar a acelerar a aplicação de patches e reduzir o período em que as vulnerabilidades permanecem exploráveis, mas alertou que os sistemas ainda podem estar em risco se a tecnologia não for configurada e utilizada corretamente. Segundo o órgão, as organizações precisarão adaptar seus processos de aplicação de patches e de testes para acompanhar o ritmo da descoberta de vulnerabilidades.
Fontes: The Hacker News.
